Citando a vida em versos e poemas
Filhos...Vida"
Quem sou eu
Dando gargalhadas
Pra que buscar recaída , reviver o drama ,mexer na ferida?
por onde se engana o coração se encontra a saída pra vida
tempo de ver que é maldade martelar as horas no chão da saudade.
Embora agora contradição,o tempo que pôs essa dor,essa conta é quem desconta!!
passa até aponta o tempo de sorrir mais ,soltar gargalhadas,deixar para traz o que te intristece teus ais...
rir mais soltar gargalhadas.
por onde se engana o coração se encontra a saída pra vida
tempo de ver que é maldade martelar as horas no chão da saudade.
Embora agora contradição,o tempo que pôs essa dor,essa conta é quem desconta!!
passa até aponta o tempo de sorrir mais ,soltar gargalhadas,deixar para traz o que te intristece teus ais...
rir mais soltar gargalhadas.
Há um provérbio bem antigo que diz que “parir é dor, criar é amor”. Concordo. Não no todo mas em parte. Na parte que diz que criar é amor.
Criar uma criança não é fazer-lhe todas as vontades. Nem dar-lhe todo o que ela quer. Nem sequer não impor regras. Amar uma criança é saber dizer-lhe que não, é impor regras. Mas também é acarinhá-la sempre que possível, ajudá-la a resolver os seus conflitos (e não resolver por ela), esclarecer todas as dúvidas que ela possa ter…
Os bebés, quando nascem e assim que chegam ao colo da mãe começam logo a quer moldar a mãe ao seu desejo. Estou a ser fria? Se calhar. Mas é a verdade. Eles sabem que, se chorarem tem colo, tem comida, tem mimos (que nunca são demais, eu acho). Aos poucos a mãe e o pai tem de perceber o que é manha (e acreditem, um bebé tem muita manha) e o que é uma necessidade real.
Aos poucos, e enquanto o bebé cresce e se vai tornando numa criança, começam a ser testados os limites dos pais. E cada criança tem o seu limite de teste. Tenho esse exemplo em casa. TrÊs filhos. Duas meninas e um rapaz. Diferentes como água e vinho, como a noite do dia.
Quando começam a falar começam a querer contrariar-nos. Mais uma forma de teste. E à força de tanto lhes dizermos que não, é essa a primeira palavra que nos respondem. Não. Do alto da sua sabedoria. Não. Não e Não. A tudo.
Enquanto crescem a sua capacidade de nos testar vai também crescendo. Estamos constantemente a ser testados. Mas não só. Os filhos estão sempre a tentar manobrar os pais, a tentar que façamos o que eles querem. E eles sabem bem como consegui-lo. Um sorriso, um abraço, um miminho e lá estão os pais com vontade de ceder. Claro que não podemos ceder sempre. Mas de vez em quando podemos. Não podem ser sempre eles a ceder. Serve-lhes também de incentivo.
Até que os filhos sejam adultos vão haver vários conflitos com os pais. Vão haver momentos de grande tensão, em que todos vão querer a impor a sua vontade. Cabe aqui aos pais pensar que também já tivemos a idade deles, também passamos pelo mesmo. Não quer dizer que se deixe andar e que eles façam o que desejam. Acho que temos apenas de escolher as guerras em que vamos entrar. Se entrarmos em todas vamos acabar desgastados e os filhos vão achar que estamos a contrariar apenas porque sim. Dou dois exemplos. O filho só gosta de se vestir de preto. Ok. Qual é o problema? Ele que se vista de preto. Não há nenhum risco associado a isso. A filha falta às aulas, as notas são más e não quer saber da escola. Uma guerra a ser conduzida com termos, mas de modo firme para que se perceba primeiro porque é que está a acontecer e tentar arranjar soluções de modo a que continue a estudar.
Quando a minha filha era bebé, comentei com o pediatra que esperava que, quando ela fosse mais velha, eu tivesse menos preocupações. E a resposta dele foi: desde o dia em que a sua filha nasceu que deixou de estar despreocupada. A partir do momento em que se tem filhos andamos sempre preocupados com eles. Com maior ou menor intensidade. Com razão ou sem razão. Mas sempre preocupados. E é verdade. Uma verdade absoluta. Mas sabem? Não trocava esta minha preocupação constante com os meus tesouros pela despreocupação que tinha antes
poema enjoadinho
Filhos...Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como o queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filho? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
((vinícios de Moraes))
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como o queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filho? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
((vinícios de Moraes))
Tudo é vivo e tudo fala ao nosso redor, embora com vida e voz
que não são humanas, mas que podemos aprender a escutar,
porque muitas vezes essa linguagem secreta ajuda a esclarecer
o nosso próprio mistério..."
((Cecília Meireles))
que não são humanas, mas que podemos aprender a escutar,
porque muitas vezes essa linguagem secreta ajuda a esclarecer
o nosso próprio mistério..."
((Cecília Meireles))
Tudo passa, tudo se vai
O tempo não pára,
Nem olha pra trás
Nem faz pausa.
Apenas refaz o velho
Dando-lhe novas formas
Fazendo de um passado
Um novo presente
Ou arquiva na memória
E segue o curso da história.
Talvez o tempo nem passe
Somos nós que passamos por ele
Seguindo nosso caminho
Acompanhados ou sozinhos
Olhando pelo retrovisor
Mas, fixados na estrada
Que se avança
Para não perder-se
Presos num passado
Da nossa jornada.
O tempo não pára,
Nem olha pra trás
Nem faz pausa.
Apenas refaz o velho
Dando-lhe novas formas
Fazendo de um passado
Um novo presente
Ou arquiva na memória
E segue o curso da história.
Talvez o tempo nem passe
Somos nós que passamos por ele
Seguindo nosso caminho
Acompanhados ou sozinhos
Olhando pelo retrovisor
Mas, fixados na estrada
Que se avança
Para não perder-se
Presos num passado
Da nossa jornada.
